O livro de Tracy Chevalier é um romance, ficção sobre a vida de Johannes Vermeer, pintor holandês do século XVII. A narrativa trata da relação de Griet, uma empregada da família, com o pintor. Dentro do cotidiano de uma familia católica de uma cidade holandesa(onde a maioria era protestante) surge uma estranha relação de Griet com seu patrão, de admiração e temor entre ambos.
A jovem empregada, filha de um azulejista, tem noções de arte e cores e isto a torna muito especial aos olhos do pintor. O livro não mostra muito o pintor, pis pouco se sabe da verdadeira vida dele, a personagem Griet é a base para reconstrução da época.
Sobre a educação visual da narradora(Griet)
No começo do livro temos a seguinte passagem:
“- Vejo que separou os brancos – disse ele, indicando os nabos e cebolas. – Depois, o laranja e o roxo não estão juntos: por quê? – Pegou uma tira de repolho e uma rodela de cenoura e misturou-os como dados na mão.
Olhei para minha mãe, que concordou discretamente num gesto de cabeça.
- As cores brigam qunado ficam lado a lado, senhor.
Ele franziu o cenho, como se não esperasse aquela resposta.”
Há dois aspectos a observar, sendo a família Vermeer mais abastada que a de Griet há uma delicada maneira ao responder a pergunta; e a outra pode parecer banal mas poucas pessoas prestam atenção à maneira como as cores dos alimentos são colocados no momento do preparo mas na estória ilustra muito bem que a moça tinha uma clara noção de hierarquia e composição de cores. Em certo ponto, Griet compreende que a luz da janela mudaria o aspecto do quarto de pintura, coisa que uma pessoa leiga como a esposa do pintor não conseguia entender. Apesar de uma educação simples, Griet sabia descrever com riqueza de detalhes e com uma compreensão das sensações que a pintura poderia transmitir. Aos poucos, Griet aprende o método de trabalho e descobre as ferramentas de pintura, como a caixa (câmara escura), a bexiga de porco, os pigmentos e óleo de linhaça. Não se explica de onde vem, mas esta educação que ela tem também se revelará mais adiante. Acaba influenciando a pintura de Vermeer, neste ponto ela diz:
“Achei que a cena estava muito limpa. Embora eu considerasse a limpeza a coisa mais importante de tudo, vi nos outros quadros que precisava haver alguma desordem na mesa, alguma coisa para distrair os olhos.”
Sua ansiedade aumenta a cada pincelada feita pelo pintor sem que ele tivesse feito a mudança que ela queria ( o que ela não explica diretamente para Vermeer) . Até que uma noite Griet altera a cena. Vermeer entende e segue a sugestão, mesmo respeitando a habilidade e a percepção ele a questiona:
“- Griet, diga uma coisa: por que você mudou a toalha da mesa? – O tom de sua voz era o mesmo de quando perguntou dos legumes, na casa de meus pais.
Pensei um instante. – Precisa ter alguma desordem na cena para contrastar com a tranquilidade dela –expliquei. – Para incomodar a vista e, ao mesmo tempo, agradar, pois a toalha e o braço estão na mesma posição.
Houve um longo silêncio. Ele estava olhando para a mesa. Espere, passando as mãos no avental.
- Nunca pensei que fosse aprender alguma coisa com uma criada – admitiu ele.”
Além da câmara escura, o pintor ensina a Griet como observar além das aparências, ao observar as nuances de cores das nuvens, ao observar a pintura panorâmica de Delft e assim ele consegue rapidamente fazer com que ela compreendesse como eram as etapas de elaboração da pintura, necessário para saber manipular os pigmentos
Sobre o ato de olhar
“- O que é uma imagem, senhor? Não conheço essa palavra.
Alguma coisa mudou no rosto dele como se antes estivesse me olhando por cima do ombro e de repente me olhasse de frente. – É um retrato, como um quadro.”
Estamos tão acostumados com imagens de todos os tipos desde crianças mas nem sempre se compreende o porque e qual a razão para estas. A pergunta que Griet faz é que ela não compreende que na câmara escura está apenas o reflexo do ambiente. Demonstra como um conjunto de signos pode ser deslocado de sua fonte original e passar a ter outros valores. No romance podemos ver esse deslocamento no quadro que inspira o livro, o brinco de pérola da mulher de Vermeer torna-se o pivô de uma crise entre os personagens. Ao ser usado pela criada o brinco passa a representar o amor ou veneração que ambos (Griet e Vermeer) teriam um pelo outro.
Referência:
CHEVALIER, Tracy; trad. de Beatriz Horta. “Moça com brinco de Pérola” 8ª ed. – Rio de Janeiro: Bertrando Brasil, 2005
GUEDES, Peonia Viana. Quando a arte, a história e a ficção se misturam:
os discursos e intertextos de A moça com brinco de pérola. Acessado em: http://paginas.terra.com.br/arte/dubitoergosum/convidado28.htm em maio de 2006.
segunda-feira, junho 19, 2006
Uma leitura sobre “Moça com brinco de Pérola”
segunda-feira, maio 29, 2006
Carta sobre Revolução Romântica de Berlin, Isaiah
Porto Alegre, 28 de maio de 2006-05-28
Minha Cara Srª Daniela,
Tenho tentado ler com atenção o que o Isaiah Berlin escreveu sobre os românticos do século XVIII. Resolvi comentar algumas coisas que mais chamaram-me a atenção pois aos poucos vamos percebendo que o individualismo (afirmado por Fichte) romântico não limitou-se apenas às artes. Antes de avançar, neste ponto me lembrei do livro de Adorno- Horkheimer em que eles abordam o esclarecimento como distanciamento da natureza e da perda do contato com esta ao tentar dominá-la. O Esclarecimento seria a destruição dos mitos, das leis naturais que ainda eram seguidas e que o pensamento iluminista reduziu à meras superstições. O que afetou o sentido da linguagem: como signo(ciência) e imagem(arte). Houve uma separação, um afastamento entre ciência e arte, que antes eram um conhecimento só, integrados. Cada um destes princípios tendem a destruir a verdade.
A Arte que imita a natureza perde sua importância, passa a ser mera representação(imagem) sem que tenha valor simbólico ou um significado maior e perde também sua utilidade pois explica o mundo apenas o imita. O poder de explicar e esclarecer é da ciência, fragmentada pela necessidade de entender as partes de um imenso e complexo sistema que é o Universo. A arte por sua vez passa a ter um domínio próprio, acredito eu, pode ter um universo particular em cada uma de suas manifestações sem que hajam leis externas a regrar seu conteúdo e sua estética. Em certo ponto Berlin afirma que os seguidores de Kant dizem que os valores são criados e não descobertos, e que a Arte se torna o modelo romântico. Ou que a expressão (individual) passa valer mais que qualquer verdade existente. Pois é a expressão o caminho para se libertar do mundo dos antigos, do tradicional e mitológico, e ao mesmo tempo que se rompe com a “lei natural”ou com a mãe natureza tenta se recriar ou criar partindo do “nada” para dominar (e talvez entender) a natureza. A ciência tenta o mesmo mas de outros meios, numa outra visão desta mesma natureza.
Lendo um pouco mais, adiante o individualismo em si, e não a Arte, pode ter inesperadas consequências. Se o homem é livre se pode estabelecer seus próprios valores, então como conhecer o outro indivíduo se ele terá outros valores que podem não ser os mesmos? Esta mutabilidade de valores torna a natureza humana mais complexa. A felicidade deve ou poder ser alcançada a qualquer custo. Não importa como ou que meios são necessários. Os valores morais não são mais necessários se isto me impedir de alcançar meus objetivos. Isto passa a valer para os indivíduos comuns, para as empresas e para as nações. O que me lembrou o Esclarecimento de Adorno-Horkheimer foi que isto criou a noção de um discurso nacionalista que proporcionou o surgimento do regime nazista, expressão máxima e perversa de uma nação que uniu um povo ao redor de um único discurso. Quando o Berlin lembra que imperdoável é “trair aquilo que se acredita” e ressurge um novo herói, não como o mitológico Ulisses que descobre e esclarece através da razão (do qual fala Adorno) mas um uma honra, moral e determinação somente sua. Sob outras configurações poderia dizer que os grandes líderes como Napoleão, mais adiante os grandes líderes e oradores como Hitler e os revolucionários socialistas. Tardiamente também teríamos a figura construída dos “caubóis do velho oeste” a desbravar o mundo selvagem e neles implantar a civilização racional e esclarecida. No campo das artes, Adorno diz que alguns fatores como a especialização (do conhecimento/trabalho) e da organização do capitalismo entre outros permitiram um caos cultural. Pude concluir que determinando além de uma perda de valores antigos, pois o “novo” é o que interessava então, houve perdas do que chamamos atualmente de identidade cultural. Por exemplo, a arquitetura, as artes plásticas tornaram mais homogêneas em várias regiões, mais identificadas com o mundo exterior e seus valores em uma crescente rede de sistemas de comunicação. Uma das contradições que Berlin não aborda, a necessidade de afirmar seus próprios valores e de seus interesses econômicos levaria as corporações e governos à criarem uma cultura de massa (característica já do modernismo). Pode ser que tenha me perdido mas não totalmente. Sabendo que em vários campos há uma revisão sobre o conceito racional do Iluminismo que serviu de modelo por muito tempo (para alguns tempo demais), pode-se imaginar que a revolução de que fala Berlin ainda não está totalmente superada. Talvez nunca seja, ou talvez um pouco mais adiante. Enquanto temos na ciência, uma nova abordagem do universo, o Pensamento Sistêmico (ou o pensamento complexo de Edgar Morin), cuja visão se aproxima, ou pelo menos tenta, da humanidade e natureza integrados de maneira harmônica e coexistente. Ainda temos no modelo atual de desenvolvimento (social-política) uma visão individualista, de superação contínua dos outros e do próprio indivíduo. Sempre temos que ser mais, mais bonitos(todo mundo quer ser que nem modelo da TV), espertos, ágeis (precisamos ter hipercarrões velozes) e mais fortes(como os marombeiros) que os outros, pois senão seremos deixados para trás como afirmava Darwin, ou melhor, Hofstadter usou as idéias do primeiro. Se o capitalismo e a publicidade exacerbam as qualidades do indivíduo tanto para explorar sua força de trabalho como para seu consumo, os socialistas tentam usar idéias para o bem comum construído a partir do trabalho coletivo da classe trabalhadora. Não tenho como entrar em detalhes mas também todos estes modelos estão em xeque.
Enfim, voltemos às artes que vive uma série de crises desde os impressionistas que romperam com os modelos da época, rejeitaram os clássicos e os realistas para ter sua própria visão de mundo. Uma parte se dedicou ao seu próprio mundo, cada vez mais particular e alheio ao redor, outros continuaram a fazer o que valia a pena comercialmente(somente pela estética aceita) e uma parte viria a ser mais ligada à expressão e anseios da sociedade em que viviam. A partir daí que veio a ser a arte contemporânea, muito fragmentada e sem limites definidos pois qualquer indivíduo que se declarar artista pode afirmar que qualquer coisa, objeto ou mesmo idéia, é arte. Não há realmente necessidade de ter habilidade e qualquer meio que o indivíduo estabeleça é uma expressão de arte. O caos cultural que Adorno falava é maior que se imagina. As Bienais de Arte e o grafite de rua estão aí para todo mundo ver o máximo da expressão individual baseada em valores infinitamente particulares.
Tenho receio de uma coisa, que muito poucos percebem, o caos cultural e a grande comunicação de massa aliados ao individualismo estimulado estão abrindo caminho para governos mais totalitários que se imagina, mas isto é assunto pra outra aula. São 05:05 da manhã e eu me empolguei com esta carta, devia tê-la escrito e discutido antes. Poderia render mais páginas... quem sabe outra hora.
Abraços, Adreson.
P.S.: Poderíamos versar um pouco mais sobre Morin, Darwinismo Social e a Dialética do Esclarecimento mas sei que o tempo das aulas não é suficiente.
domingo, maio 28, 2006
Romantismo
A partir do Romantismo, a arte torna-se o modelo no qual outras áreas do conhecimento humano passam a se inspirar. Que conseqüências negativas podem advir, segundo Berlin, da adoção irrestrita de conceitos como o de auto-expressão plena, liberdade total (de criação, de ação, de expressão) e preocupação maior com os motivos do que com as conseqüências (dos próprios atos, por exemplo), conceitos tão caros ao campo artístico romântico?
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"O novo modelo romântico é aquele da arte.
O que faz o artista? Cria algo, expressa a si mesmo; não faz cópia, imita ou transcreve (isto é mera habilidade). Ele age, faz, inventa; não descobre, calcula, deduz raciocina. Criar é, em umc eto sentido, depender exclusivamente de si mesmo. Inventa-se tanto o objetivo quanto o caminho que a ele conduz." (pág.248)
"Toda criação é, em algum sentido, criação a partir de nada. Trata-se da única atividade totalmente autônoma do homem. Ela é libertar-se de leis causais, do mecanismo do meundo externo, dos tiranos, de influências ambientais ou de paixões, os quais me governam - fatores em relação aos quais sou um objeto na natureza, da mesma forma que árvores, pedras ou animais." (pág.248)
"Se a essência do homem é o domínio de si mesmo, isso constitui uma ruptura radical com o modelo mais antigo, dominado pela noção do lugar do homem no cosmos. A noção de leis naturais [...] é destruída; pois buscar ajustar-se a algo que obedece às suas leis próprias é o mesmo que obedecer a algo que não se pode determinar"(pág.248-249)
A partir do Romantismo, a arte torna-se o modelo no qual outras áreas do
conhecimento humano passam a se inspirar. Que conseqüências negativas podem
advir, segundo Berlin, da adoção irrestrita de conceitos como o de
auto-expressão plena, liberdade total (de criação, de ação, de expressão) e
preocupação maior com os motivos do que com as conseqüências (dos próprios
atos, por exemplo), conceitos tão caros ao campo artístico romântico?
sábado, maio 06, 2006
escultura nº 04

Eis que a quase-escultura está pronta, falta o suporte. Não se sustenta, devendo ser então suspensa com arames, fios e algo assim. É um trabalho feito com ferros enferrujados e arames. se porta como um desenho e tem a materialidade de uma escultura, pelo menos é o que acho.
Se tiver alguém afim, eu vendo, claro! aguarde q estaremos com exposição em breve (será?).
Esculturas - mais um pouco do processo
domingo, abril 16, 2006
Esculturas - ou quase isso
pequenos objetos de plástico, transformados em sua função e em parte na usa forma.
Afinal de contas, isso é um escultura ou um objeto escultórico? (clique nas imagens para aumentar)


domingo, abril 09, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
Contorno e Gesto
Correta observação. A primeira função de um estudante de arte é observar, estudar a natureza. A tarefa do artista no seu início não é diferente da tarefa do escritor. Ele primeiro busca o material crú. Ele deve passar muito tempo fazendo contato com objetos reais.
Aprender a desenhar é na verdade aprender a ver – a ver corretamente – e isso significa muito mais do que meramente ver (olhar) com o olho. O tipo de ver que me refiro é a observação que utiliza o maior número de sentidos que se pode alcançar através do olho. Apesar de você utilizar seus olhos, , você não “fecha” seus outros sentidos – ao contrário, porquê todos os sentidos participam do tipo de observação que você está realizando.
Por exemplo, você conhece o uma lixa (sandpaper) pela sensação que tem quando a toca. Um gambá mais pelo cheiro e uma laranja pelo gosto.
Você reconhece a diferença entre a flauta e o violino pelo seu timbre quando ouve pelo rádio sem nem vê-los.
Porquê pinturas são feitas para serem vistas, muita ênfase (e muita dependência) é imposta sobre o “ver”. Na verdade vemos “através” dos olhos do que “com” eles.É necessário “atestar” tudo o que você vê com o que você pode experimentar com os outros sentidos – ouvindo, degustando, cheirando e tocando – e com a sua experiência acumulada. Se você utiliza apenas os olhos eles podem na verdade enganar você.
Eu acho que você concordaria que isto é verdade se você imaginar que um homem de Marte ou de um planeta completamente diferente do nosso está olhando pela primeira vez uma painsagem na terra na sua aterrisagem na Terra.Ele vê o mesmo que você, mas não sabe o que você sabe. Quando ele vê um quadrado branco na distância, você reconhece uma casa com quatro paredes, que tem aposentos e pessoas. O barulho dos corvos lhe informa que existe um milharal atrás da casa. Sua boca saliva à visão de caquizeiros enquanto para ele poderia parecer uma pedra.
Se você e o homem de Marte sentassem lado a lado para desenhar, os resultados seriam completamente diferentes.Ele iria tentar desenhar as coisas estranhas que ele vê da melhor forma que pudesse, nos termos das coisas que seus sentidos conheceram durante a sua vida em Marte. Você, conscientemente ou não, desenharia o que você vê a partir de sua experiência com coisas similares da Terra. Os resultados seriam inteligíveis somente enquanto as experiências fôssem similares. Mas se ambos sairem e começarem a explorar a paisagem a pá, tocando cada objeto, inalando cada odor ambos alcançariam resultados mais próximos do que existe.
Um homem normalmente consegue desenhar as coisas que ele conhece melhor, sendo um artista ou não. Um jogador de golfe pode desenhar um taco de golfe, um iatista pode fazer um desenho inteligível do barco. São coisas com que tiveram uma experiência real, coisas tocadas e usadas. Muitas outras coisas que ele vê frequantemente, mas não utiliza, nem chegaria a tentar desenhar.
O Senso do Toque. Meramente ver, então, não é suficiente. É necessário ter um contato físico, vívido com o objeto que se desenha com o maior número de sentidos possíveis – e especialmente pelo sentido do tato.
Nosso entendimento do que vemos é baseado em larga extensão no toque. Especialistas em propaganda perceberam este fato e colocam amostras do objeto em lojas para que as pessoas possam tocá-los. Se você fecha os olhos e alguém põe um objeto em sua mão, você poderá advinhar o que é sem abrir os olhos. Você provavelmente consegue desenhar pelo tato sem ver o objeto. Quando você entra em uma sala escura para pegar um livro sobre a mesa não traz de volta o vaso, mesmo que esteja ao lado.
Lí recentemente sobre uma garota que recuperou o sentido da visão depois de uma vida inteira cega. Enquanto era cega, conseguia se mover pela sua casa sem problemas. Quando começou a ver, não conseguia andar pela sala sem esbarrar nos móveis. Sua dificuldade vinha do fato de que não conseguia ainda coordenar o novo sentido da visão com o que tinha aprendido anteriormente pelo sentido do toque.
O primeiro exercício, que você está prestes a iniciar, é planejado conscientemente para trazer à baila o sentido do tato e coordená-lo com o de visão com a finalidade de desenhar.
Veja a borda da sua cadeira. Agora passe o seu dedo por ela várias vezes, algumas vezes devagar, outras rapidamente. Compare a idéia da borda alcançada pela sensação de toque de seus dedos com a idéia que voce tinha apenas olhando para ela. Neste exercício você irá tentar combinar estas duas experiências – aquela do toque com a do simplesmente ver.
Exercício I : Desenho de Contorno
Sente próximo ao objeto ou modelo que você vai desenhar e direcione a sua cadeira até ele. Foque seus olhos em algum ponto ao longo do modelo, qualquer um. Encoste a ponta do lápis no papel. Imagine que a ponta do lápis está tocando o modelo ao invés do papel. Sem tirar os olhos do modelo espere até que você esteja convencido de que o lápis está tocando o modelo onde seus olhos estão pousados. Então mova seus olhos lentamente pelo contorno do modelo e mova o lápis lentamente sobre o papel. Enquanto faz isso, mantenha-se convencido de que a ponta do lápis está tocando o contorno. Guiando-se mais pelo tato do que pela visão. Isto significa que você deve desenhar sem olhar o papel, olhando continuamente para o modelo.
Coordene exatamente o lápis com o olho. O olho ficará tentado a mover-se mais rapidamente que o lápis, mas não o deixe ir adiante. Considere apenas o ponto que voce está trabalhando no momento, sem se importar com nenhuma outra parte da figura.
Algumas vezes você perceberá que o contorno que você está desenhando deixa a borda da figura, desaparecendo. Quando isto acontecer olhe rapidamente para o desenho para localizar o ponto para reiniciar. Este novo ponto deve ser escolhido em algum ponto da borda quando o contorneo virou para dentro. Consequantemente você olhará para o papel algumas vezes durante o exercício, mas sem desenhar. Ao recomeçar, pouse a ponta do lápis no papel, fixe os olhos no modelo e espera até estar convencido de que o lápis está tocando o modelo, antes de desenhar. Nem todos os contornos estão na borda exterior da figura. Por exemplo, se você tem a visão frontal da face, você verá contornos definidos ao longo do nariz e da boca que não tem conexões com a borda. Tanto quanto o tempo de estudo permitir, tente desenhar estes “contornos internos” exatamente da mesma forma que os externos. Desenhe tudo que o seu lápis possa descansar e ser guiado. DESENVOLVA A CONVICÇÃO ABSOLUTA DE QUE VOCÊ ESTÁ TOCANDO O MODELO.
Este exercício deve ser realizado lentamente, sensitivamente, explorando. Use o tempo. Não seja impaciente ou muito rápido. Não existe sentido em terminar nenhum estudo de contorno. Na verdade, um estudo de contorno não é uma coisa que possa ser terminada. É um tipo de experiência específica, que pode continuar tanto quanto voce tiver paciência para olhar. Se no tempo disponíveo você chegar a apenas metade da figura, não importa. Muito melhor! Mas se você terminar muito cedo, existem sérias chances de que você esteja encarando o exercício erradamente.Um desenho de contorno é como subir uma montanha, comparado com passar por cima dela de avião. Não é uma olhada na montanha a distância, mas uma lenta, sofrida subida, passo a passo.
Não se preocupe com as proporções da figura. Este problema tomará conta de si mesmo com o tempo. E não seja guiado pelas sombras. Quando você toca a figura você sente o mesmo estando a parte na luz ou na sombra. Seu lápis se move não pela borda da sombra, mas pela borda real da forma.
No início, não importa o quanto você tente, você poderá achar difícil quebrar o hábito de olhar para o papel enquanto desenha. Você pode até olhar sem perceber. Peça a um amigo para avisar cada vez que você olhar para o papel. Você descobrirá se estiver olhando frequentemente ou cometendo o erro de desenhar enquanto olha.
Este exercício deve ser usado para desenhar objetos de todos os tipos. No início, escolha os contornos da paisagem que parecem mais tangíveis, como a curva de um mirro ou um tronco de árvore. Qualquer objeto pode ser usado, apesar de que os objetos naturais ou que foram utilizados por muito tempo podem oferecer a maior variação, como uma flor, uma pedra, fruta ou um sapato velho. Desenhe a sí mesmo olhando para o espelho. Sua própria perna ou pé. É a experiência, não o sujeito, que é importante.
O Caminho Natural para Desenhar (The Natural Way to Draw)
Kimon Nicolaides (1891-1938).
Pintor e Professor Americano. “Segundo Pai” dos seus alunos na Liga dos Estudantes de Arte de Nova Yorke (segundo artigo de revista de arte da época, Art Digest).
sábado, fevereiro 18, 2006
CATC Informa - 18/02/2006
(por Alejandro)
E aí, pessoal, voltando das férias? Bom, este CATC Informa é para convidar a quem participar de uma exposição de cartazes na Faculdade de Arquitetura, Desenho e Urbanismo de Buenos Aires. O tema é o aniversário do golpe de estado da Argentina; a seguir o texto traduzido da convocatória.
Já estamos participando dessa atividades através do evento que promoveremos em conjunto com o pessoal da Música e das Dramáticas no ICBS no dia 24 de março, quando queremos mostrar a própria UFRGS o quanto podem fazer as artes com aquele prédio.
Sabemos que a trabalhar com temáticas é uma coisa difícil para muitos de nós, mas lembrem-se que esse é um desafio a mais para nossa vida acadêmica!!!
Quem tiver interesse em participar, solicitamos que nos entregue o trabalho no CATC no dia 1º de março pela parte da tarde, faremos um plantão para poder enviar as obras para essa exposição. Em contrapartida, aqueles que forem participar haverão de receber um certificado de participação, além de fazer com que seu trabalho atravesse fronteiras.
Por maiores informações, entrem em contato comigo, através do e-mail camaradaalejandro@ig.com.br ou pelo telefone 84232165
Alejandro
A 30 anos do Golpe de Estado da Argentina
CONVOCATORIA DE CARTAZES
O próximo 24 de março de 2006 cumprem-se 30 anos do Golpe de Estado que instaurou a ditadura mais sanguinária e assassina da história da Argentina, por meio da aplicação sistemática do terrorismo de estado e de brutais métodos de extermínio e prescrição, impondo um projeto econômico, político e social contrário aos interesses do povo argentino, favorecendo somente a uma minoria nacional e ao monopólio estrangeiro, projetos cujas gravíssimas conseqüências sofremos até hoje.
Esta convocatória de cartazes e intervenções visuais urbanas tem por objetivo repensar este período da nossa história e reivindicar e fazer presentes aos detidos-desaparecidos e assassinados pelo terrorismo de Estado.
A proposta tem por finalidade continuar, acompanhar e aprofundar a luta pela Memória, Verdade e Justiça que desde faz 30 anos levam em frente as organizações de direitos humanos e organizações políticas e sociais de nosso país.
Convocamos aos desenhistas, ilustradores, artistas plásticos, poetas, jornalistas, profissionais e ou estudantes do país e do mundo, a participar nesta iniciativa de memória permanente com um olhar ao futuro das próximas gerações.
CARATERÍSTICAS TÉCNICAS
Os cartazes deverão ser apresentados em painéis rígidos,medida 100 x 70 cm, formato horizontal ou vertical, qualquer técnica de impressão e representação bidimensional.
Os trabalhos poderão estar assinados por seu autor na frente ou não.
INAUGURAÇÃO E EXPOSIÇÃO
Todos os trabalhos recibidos serão expostos em Março de 2006 na FADU-UBA: Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo da Universidad de Buenos Aires, no pátio central. A inauguração da mostra coincide com o ato de reposição da bandeira dos ESTUDANTES, DOCENTES, PROFESSORES E ARQUITETOS DETIDOS-DESAPARECIDOS OU ASSASSINADOS DA FADU-UBA.
Os autores das obras autorizarão aos organizadores a realizar depois, exposições itinerantes e na web com seus trabalhos. Mesmo sabendo que as obras vão ser protegidas com muito cuidado para seu transporte e exposição, os organizadores não se responsabilizam por possíveis danos que possam acontecer às obras.
CALENDARIO
Os trabalhos deverão ser encaminhados ao CATC até o dia 1º de março deste ano, para que possamos fazer um envio coletivo.
Cada participante deverá contribuir com uma taxa de R$ 5,00 para auxiliar no envio dos trabalhos para a Argentina.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
MARTELANDO O URINOL
Há cerca de um mês estava em Paris, vendo no Beaubourg a exposição retrospectiva sobre o dadaísmo - aquele movimento que em torno de 1916 decretou que a arte tinha morrido e que, portanto, tudo era arte. Pois estava eu pensando em fazer uma crônica descrevendo a exposição e ressaltando uma coisa que me parece crucial: que há um contra-senso alarmante naquela exposição. Ou seja: o movimento que propunha o fim da arte, o fim da aura artística estava, uma vez mais, não apenas sendo santificado, institucionalizado, mas, ainda mais grave: não havia nenhuma reavaliação critica noventa anos depois. A história da arte estava ali congelada, paralisada é como se não se tivesse avançado historicamente um dia, uma hora, um segundo sequer em relação ao que foi proposto.
Agora, vocês e eu, acabamos de ler nos jornais: “Francês martela obra de Duchamp e é preso. Um francês de 76 anos foi detido no Centro George Pompidou, em Paris, após atacar, com um martelo, a obra”Fonte", um urinol de porcelana de 1917, do artista plástico Marcel Duchamp. A peça ficou levemente danificada. Em 1993, o mesmo homem havia urinado na obra, quando estava exposta em Nimes, sul da França. Desta vez, ele alegou que sua ação foi uma performance de arte, que teria agradado artistas do dadaísmo, movimento ao qual a exposição no Pompidou é dedicada. A "Fonte" é estimada em US$ 3,6 milhões (cerca de R$ 8,2 milhões)”.
Um leitor que conhece minhas teses no livro “Desconstruir Duchamp” (Ed. Vieira & Lent), me pergunta: e agora? E sigo explicando: a notícia não fala o nome do artista que deu as marteladas, mas sei quem é: trata-se de Pierre Pinoncelli e aquela exposição de 1993, em Nîme chamava-se “A embriaguês do real” - titulo ótimo para ser analisado com mais calma. Na ocasião, a “intervenção” desse artista fez com que o Ministro da Justiça da França participasse do processo no qual Pinoncelli foi acusado de danificar um bem do estado. Pinoncelli, já em 1993, contra-argumentava que havia feito apenas um gesto artístico, “apropriando-se” da “apropriação” de Duchamp: urinar naquela obra de arte transformava-a de novo num urinol, que artisticamente deixava de ser de Duchamp para ser, líquida e certa, uma obra dele - Pinoncelli.
Agora, com essas marteladas, ele voltou à sua “obra prima”. Alguns analistas se indagam, aliás, porque certos artistas não conseguem superar o trauma duchampiano e continuam como perus bêbados em torno daquele urinol. Enquanto alguns dadaístas vivos gostaram do gesto de Pinoncelli, o sistema ficou indignado dizendo que a obra vale R$ 8,2 milhões. Aí, mais um paradoxo: aquele urinol pode ser comprado por aí, sei lá, talvez não chegue a mil reais. Como é que os curadores podem dizer que vale R$ 8,2 milhões? Por causa da assinatura? Bobagem. O próprio Duchamp andou botando seu nome em quadros alheios. Acresce outro fato: quando o urinol que Duchamp expôs em Nova York, em 1917, virou notícia e ícone-tótem-e-tabu, Duchamp passou espertamente a comprar vários urinóis e a vende-los para museus. Caía assim numa contradição braba: o homem que decretara o fim da arte batalhava por estar nos museus.
Já passou da hora de se fazer uma revisão crítica de Duchamp. Não se trata de ser contra ou a favor. Há que analisar. Um bom trabalho escolar é comparar essa tentativa de destruição com aquela outra do italiano que deu umas marteladas na “Pietà” de Michelangelo. E qual a diferença entre urinar e dar marteladas para cultuar e uma autêntica “desconstrução” teórica? Enfim, há inúmeras coisas a serem estudadas, reveladas sobre os dadaístas. Anoto, percorrendo dezenas de trabalhos, uma delas: os trabalhos de Picabia são mais instigantes que os de Duchamp, mas as pessoas continuam ajoelhadas diante do urinol.
Outra coisa: Picabia que participava da pregação niilista de dadá tem uma série de álbuns onde colecionou narcisisticamente tudo o que saiu sobre dada. O álbum nº 6 tem 605 páginas. Pensemos sobre esse paradoxo museológico.
Em outros textos já analisei o oculto caráter autoritário e até messiânico do dadaísmo. Na verdade, o mais radical dos dadaístas, não foi Duchamp, e sim Arthur Cravan, que tendo decretado que sua vida é que era sua obra de arte, desapareceu nas águas das Caraíbas. Isto depois de ter feito coisas realmente originais, pois sendo campeão europeu de box, desafiou, com seus 105 kg, o campeão mundial, Jack Johnson, com seus 110 kg, para uma luta, que está registrada em fotos nessa exposição.
Fora isto, que tal analisar essa frase de Paul Dermée, um dos dadaístas: “Dadá mata Deus! Dadá mata tudo. Dadá antitabu!”. Que tal começar a analisar o dadaísmo também como um tabu que tem quase cem anos na história e na deshistória da arte?
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texto recebido por email. em breve, colocarei a fonte bibliográfica.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Filosofia da Cultura
06/setembro - fragmentos de comentários
Leitura recomendada:
Hesíodo, Os Trabalhadores e os Dias
Michelet, A Bíblia da Humanidade
sobre Atra Hasis, mito do dilúvio.
A literatura brasileira é a mais pobre na representação da mulher.
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13/setembro - formação do monoteísmo
1ª fase: demonologia(espíritos);
2ª fase: teogonia(1);
3ª fase: relatos : atheurgia
25000 a.C. - Tribos semíticas tinha deuses diversos, surge o monoteísmo (como necessidade de ordenamento sócio-econômico). Através da invenção cultural: o monoteísmo levou tribos semíticas irmãs a se confrontarem.
Teogonia(1), criação dos deuses, origem dos relatos dos fenômenos para os homens.
2000 a.C. Surge a moral, ordenação social "ditada pelos deuses". Nesta época "surgem as narrativas" da Bíblia e suas normas de conduta moral.
- 1:teogonia (do Lat. theogonia <>theogonía)
-
- parte da mitologia pagã que trata da genealogia dos deuses;
- parte da mitologia pagã que trata da genealogia dos deuses;
- sistema religioso no paganismo;
- sistema religioso no paganismo;
- poema de Hesíodo sobre a genealogia dos deuses (grafado com inicial maiúscula).
-
quarta-feira, dezembro 07, 2005
CATC Informa 016 - 06/12/2005
E aí, pessoal? Últimos dias de aula, últimos dias do ano, e aqui estamos nós, a milhão, correndo atrás de tantas coisas que ainda restam por fazer.
Muitas e importantes atividades, nas quais a presença de todos é fundamental.
A gente se encontra pelo IA!!!
EXPOSIÇÕES- EXPOSIÇÕES- EXPOSIÇÕES-
NPM-CATC Sucesso total da exposição do Núcleo de Painéis no RU Centro! Os trabalhos coletivos, que são três, e os painéis individuais levaram a temática da Semana da Consciência Negra até o RU. O trabalho é fruto da vontade de nossos colegas e da oficina da professora Michele Philomena que teve início na Semana Acadêmica.
Os 18 artistas que estão expondo são:
Cassius Medina-Denise Spier-Elisa Chao-Giana Kumer Pinto-Giovana Bocchesse
Leal-Hamiltom Nascimento-Juan Chi Corvalán-Juliana Villalba Scheid
Manuela Raupp- Márcio Vaz-Márcio Lima Melnitzki-Paula Stein-Rodrigo Montero
Romano Corá-Silvia do Canto-Sarah Szekir-Tathiana Jaeger-Alejandro Ruiz
Sala Ado Malagoli
Finaliza esta semana a exposição da colega Denise Spier “Mediévicos”que está dando o que falar,no bom sentido por que a refletir sobre seu própio caratê: é pintura e instalação? Notamos também que o píblici sente-se atraído pela técnica da colega r pelo tema
EDITAL SALA ADO MALAGOLI
Sai nesta sexta feira o edital para as exposições na Sala Ado Malagolli
EDITAL CÂMARA DE VEREADORES:
Foi prorrogado até 30/12/2005, quem não conseguiu apresentar proposta pode pegar cópia do Edital com Dilma, no CATC.
FESTA- FESTA- FESTA- FESTA- FESTA- FESTA
Vamos encerrar o ano com uma festança no IA!!!
Dia 15/12/2005(quinta-feira) a partir das 22h, no saguão do IA.
Desta feita, esperamos fazer esta festa junto com o pessoal da Música e das Artes Cênicas.
Em breve, anunciaremos mais detalhes desta festa!!!
MObilizações- MObilizações- MObilizações
É essa palavra mesmo, “mobilizações”. Há coisas que só se conseguem “na pressão”, mostrando capacidade de organização e de convocatória. Aos poucos, vamos mostrando que os estudantes de artes visuais também sabemos fazer isso. Por isso cada reunião a que nos convidam, vamos, e as que não nos convidam, vamos também.
Quarta-feira dia 07/12/2005
8:30h – Reunião do Conselho de Unidade (IA)
14:00h- Votação na Câmara de Vereadores do projeto de Lei que obriga os prédios com área igual ou superior a 2000 metros quadrados a colocarem (aquirindo!!!)obras de artistas gaúchos, cadastrados na Secretaria Municipal de Cultura. Essa lei é muito importante para todos nós, abre e garante um mercado específico. Vamos a mostrar nossa força lá também!!!
18:30h- Assembléia extraordinária do CATC
Pauta: Reforma do Estatuto e Calouradas 2006
Temos que reformar nosso estatuto para poder legalizar nosso Centro Acadêmico, por isso é fundamental que a gente consiga colocar pelo menos 50 pessoas nessa assembléia. Vamos mostrar a nossa capacidade de convocatória!
18:30h- Assembléia do Colegiado
Pauta : eleição do chefe do departamento(DAV).
Pessoal, é bom saber que esta eleição deveria ter acontecido na segunda pela
manhã e nenhum professor quer “assumir o pepino”.
Parece que nossos docentes não querem assumir a coordenação de seus
próprios colegas, e isso não é nada bom. Se o DAV é tão importante, por que ninguém quer assumir a chefia do curso de artes visuais?
Nesta assembléia, temos direito a 30% dos votos, ou seja que temos 9 votos, que pela primeira vez estaremos lá, dizendo o que queremos do Curso das visuais para quem seja que venha a assumir a Chefia de nosso curso.
Dias 08, 09 e 12/12/2005- Das 9:00 às 21:00h
Plebiscito para a votação do reforma do estatuto. Colocaremos à disposição de todos os colegas o modelo de Estatuto aprovado na Assembléia Geral, e temos que ter no mínimo 51% dos votos dos estudantes de nosso curso. Venham votar, é um passo fundamental para nosso Centro Acadêmico
Alejandro Ruíz
quinta-feira, novembro 17, 2005
QUEM TEM MEDO DA ARTE CONTEMPORÂNEA?
Luciana Gruppelli Loponte¹
Faço parte de um grupo seleto, estranho até, para os olhos de alguns. Às vezes temos uma cor diferente em nossos cabelos ou em nossas roupas. Andamos carregadas de livros de arte e catálogos, nossas bolsas pesam. Quando nos encontramos, nos reconhecemos e fazemos perguntas como: “já foste a Bienal?”. Sim, por que é obvio que vamos a Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Esperamos esse momento ansiosamente, contamos os dias, nos preparamos muitos meses antes para esse evento, como uma criança que espera o dia de ganhar presente no Natal ou brigadeiro em festa de aniversário. Vasculhamos nossos livros, ficamos horas a fio atrás de informações de artistas na Internet, trocamos idéias com colegas: “alguém já descobriu algo sobre o artista tal?”. Época de Bienal é tempo da arte estar na mídia no Rio Grande do Sul, época em que a arte contemporânea invade a cidade, oportunidade rara, imperdível, em que a capital dos gaúchos torna-se, mais do que nunca, um pólo cultural. Eu? Sou professora de arte. E provavelmente não sou daquelas professoras de “educação artística” que você teve na sua infância ou adolescência, que fazia você pintar desenhos mimeografados de índios apache para o Dia do Índio, recortar gravatinhas para o Dia dos Pais, cartões de corações melosos para o Dia das Mães, ou os indefectíveis pinheiros e papais noéis colados de algodão para o Natal. Eu e muitos, fazemos parte de uma geração de docentes que quer levar a arte para dentro da escola, esta arte que nos invade cotidianamente em um mundo cada vez mais visual. Queremos que a arte faça pensar, que instigue nossos alunos a refletir sobre o mundo em que vivem, a usar sua capacidade de criação e invenção para fazer deste mundo, um lugar melhor para se viver. A arte contemporânea é um prato cheio para isso, está prenhe de metáforas, repleta de poesia. Mas quem sabe disso? Ou, quem quer saber? Ao visitar a Bienal com minhas alunas de Pedagogia, tive o prazer de vê-las, orgulhosamente, debatendo arte contemporânea com os mediadores, sorvendo cada detalhe, com os olhos brilhando ao depararem-se com as obras dos artistas que já haviam conhecido antes através de pesquisas. Estas alunas, futuras professoras de educação infantil e de séries iniciais, até há pouco tempo achavam que arte era no máximo a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, e que os desenhos das crianças eram tão somente rabiscos inúteis e sem importância. Estas futuras professoras estão, aos poucos, superando aqueles comentários do senso comum que já estamos tão cansados de ouvir: “se isto é arte, então vou virar artista”, “isso até meu filho pequeno faz”, “me sinto burro diante dessas obras” ou comentários mais sofisticados, como pudemos ler em uma crônica de domingo neste jornal (“As novas galerias de arte”, 13/11/2005): “Quanto mais vou a exposições de arte contemporânea, mais me desaponto”. Talvez precisemos voltar novamente ao slogan da última Bienal: “a arte não responde, pergunta”. Se você quer respostas prontas e fáceis, vai logo se desapontar com uma exposição como a Bienal do Mercosul. Há beleza sim que vai além do nosso “olhar renascentista” e contemplativo ao qual estamos tão acostumados. Há beleza nas metáforas de uma artista como Adriana Varejão que esconde vísceras em azulejos aparentemente inocentes e bem comportados; nas camisas enfileiradas, costuradas e esvoaçantes de José Resende; no boxeador diminuto e sua sombra gigantesca do artista argentino Sandro Pereira; na pintura tridimensional e cheia de texturas surpreendentes de Nuno Ramos; nos vestidos carregados de memória de Alessandra Vaghi; nos cortes e dobras poéticas em puro ferro de Amílcar de Castro, apenas para citar alguns. Vá a Bienal. Deixe-se tocar pelas obras, deixe-se surpreender. Não tenha vergonha ou medo de perguntar aos mediadores, informe-se, pesquise, dispa-se de seu olhar carregado de preconceitos sobre o que é ou o que deveria ser arte, deixe-se levar pelas metáforas, você não precisa gostar ou entender tudo, mas não precisa rejeitar antes de realmente conhecer. A Bienal pode sim abrir os olhos da cidade, desde que ela queira ver.
1 Professora do Departamento de Educação da UNISC, Doutora em Educação, presidente da AGA (Associação Gaúcha de Arte-Educação).
domingo, novembro 13, 2005
As novas galerias de arte
Martha Medeiros - no caderno Donna, ZH, 13 de novembro de 2005
O desapontamento com a arte contemporânea me leva a buscar outras
galerias de arte: as livrarias.
Quanto mais vou a exposições de arte contemporânea, mais me desaponto..
Ainda não visitei a nossa Bienal, mas as duas últimas exposições que visitei no Exterior - e eram consideradas pela crítica uma amostra do que de melhor a nova geração de artistas do mundo inteiro está realizando - provocaram-me apenas tédio. As obras (e estou sendo gentil em chamar alguns ferros-velhos distorcidos de "obra") eram, em sua maioria, desesperançadas, rudes e sem sentido algum. Um retrato do
mundo contemporâneo? Sei que é. Mas eu sou do tempo em que a arte despertava alguma emoção - não necessariamente júbilo, podia também ser revolta, espanto, medo, mas comovia de alguma maneira. E, o mais importante: havia um compromisso com a beleza, um pacto que já não existe e que me faz falta. Esculturas, quadros e gravuras precisam estabelecer alguma relação com os meus olhos, não apenas com o meu cérebro. E a verdade é que meus olhos não se acostumam com essas instalações frias, feias e pretensamente geniais, salvo raríssimas exceções. Então ando buscando outras galerias de arte.
Livrarias, por exemplo. Não, não mudei de assunto, continuo falando de arte e beleza: capas de livros são hoje o que de melhor está sendo criado em termos de design gráfico.
É uma embalagem, não é outra coisa. Mas nem por isso é arte menor. As grandes editoras descobriram a importância de seduzir antes de a primeira página ser aberta, e estão investindo na contratação de profissionais que sabem transformar uma simples capa num objeto de desejo.
Não há nenhuma garantia de que um livro com uma bela capa contenha uma história empolgante - uma coisa não está relacionada à outra. Uma capa lisa, franciscana, trazendo apenas o título e o nome do autor, pode ser mais que suficiente como apresentação, pois o que interessa mesmo está lá dentro. Mas beleza não é supérfluo, e o livro não se corrompe ao se render às leis de mercado. É um produto. Intelectual, mas um produto. Precisar atrair, destacar-se, vender-se. Só temos a comemorar o fato de as livrarias terem deixado de serem lojas soturnas para
transformarem-se em pequenas galerias que expõem arte contemporânea da melhor qualidade, produzidas por nomes como João Baptista da Costa Aguiar, Moema Cavalcanti, Victor Burton, Silvia Ribeiro, Ettore Bottini, Raul Loureiro, Marco Cena, Silvana Mattievich. Salve o fim da rigidez e da cafonice das capas de outrora. Nada melhor do que um livro bom e, de quebra, bem vestido.
segunda-feira, outubro 17, 2005
quinta-feira, setembro 22, 2005
quarta-feira, julho 27, 2005
Impressões de um estrangeiro
Sou um estrangeiro, mesmo estudando no Instituto de Artes. Faz pouco tempo que frequento o prédio que tem pouco mais de 60 anos. O IA é um lugar especial apesar das conhecidas e crônicas dificuldades que as universidades públicas enfrentam. O mais especial e encantador disto é a vida criativa que se esgueira pelas escadarias. Não temos um grande espaço dentro do campus, mas cada sala e seus habitantes possuem uma grande energia muitas vezes retesada e contida. Vez ou outra escapa e vemos a Arte nos corredores, no espaço Ado Malagoli e na pinacoteca.
Quando me pediram para escrever, a questão era: existe vida no IA? Sim, mas às vez nos parece que não. Temos certa dificuldade de nos encontrar entre uma aula e outra, exceto no bar e/ou no Centro Acadêmico. Talvez seja pela atribulada correria que esta vida pós-moderna. Somos obrigados a correr para lá e para cá, seja para o trabalho, para casa ou ainda para outra parte do campus. A fragmentação dos horários, e consequentemente, das turmas acabam nos passando a impressão de que há pouco movimento lá dentro. Fora das aulas nem sempre é
possível encontrar e conversar com os colegas de outras turmas, e bastante improvável ver um professor. Não posso esquecer dos espaços que são para iniciados, como o "porão" e salas usadas pela pós-graduação que ficam bem escondidas.
Privilegiados os que passam pelo bar e pelo centro acadêmico. Lá é onde fervilham idéias e altas conversas sobre tudo, inclusive sobre a vida. No Instituto, tem muita vida sim e está indo e vindo, circulando a todo instante.
terça-feira, junho 07, 2005
COR
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Trabalho de cor:
reproduzir uma imagem sobre um A3 e passar as cores
1 - branco » preto
2 - amarelo » violeta
3 - azul » laranja
4 - vermelho » verde
segunda-feira, maio 30, 2005
3D - apresentações
=»
No trabalho sobre Xico Stockinger, a Suzana abre um ponto:
Xico contestava abertamente a ditadura.
Minha questão: Nas artes se fala pouco da ditadura e [daquele] período?
O estilo bem definido do Xico é posto como qualidade.
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a-links.....................................................................................................................................
» Pequenos Diálogos, Museu da UFRGS, até dia 00/nnnnn -
» www.portoseguro.com.br/fotografia
b-Questão: Como ser reconhecido no país todo sem sair de sua cidade?
c-preparar o trabalho de materiais naturais.
Projetos para Junho
06 de junho - linha
13 de junho - projeto de instalação
20 de junho - comestível
27 de junho - execução da instalação
04 de julho - trabalho da caixa
11 de julho - portfolio (livro de artista)
O projeto deverá ser entregue pronto p/ análise em aula.
Não esquecer:
DAV
Diretor do Instituto de Artes
Projeto, deve conter:
- o quê
- como
- porque
O trabalho da CAIXA, deve conter uma narrativa.
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domingo, maio 29, 2005
Acrílica sobre papel
Hoje terminei uma pintura de acrílica sobre papel.
Um exercício dado há algumas semanas já... tudo bem,
o que importa mesmo é fazer e entregar pronto.
Exercício:
1-desenho de observação
2-pintura com amarelo e vermelho a partir do desenho
3-pintura com azul e vermelho do mesmo desenho
Esta terceira parte foi a pior, pois além de desconhecer
a melhor maneira de se pintar com acrílica e na falta de
um bom pincel ainda enfrentei um desenho cheio de detalhes
que é impossível de reproduzir da maneira que consigo no
lápis.
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Depois postarei sobre a prova de História e das idéias q tive
para Fundamentos da COR.
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segunda-feira, maio 23, 2005
Percepção 3D - Apresentações
Hoje é dia 23 de maio
Apresentação da Marciele sobre o escultor Henri Moore.
Trabalhos de grande porte feitos em bronze e mármore.
O escultor gostava de ter suas obras integradas à
Natureza. De fato, o metal que ele trabalhava
era bastante vivo e orgânico.
Antes de começar a esculpir ele desnhou vários
projetos no papel.
No fim da apreentação, surgiu a discussão sobre
o "ver" ou "não ver" símbolo fálico em figuras
fálicas...ops! básicas!
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Brecheret
Agora temos um apresentação sobre o ilustre
desconhecido. Foram encontradas poucas
referências sobre [a vida] este escultor brasileiro.
As Bandeiras de Brecheret (ver sobre)
"Monumento às Bandeiras" é a maior obra,
que levou quase 30 anos para ser concluída.
Ver também: O Índio e a Suassuapara.
domingo, maio 15, 2005
Sobre o filme PleasantVille,ou a Vila Agradável.
Sobre o filme PleasantVille,ou a Vila Agradável.
O comentário a seguir é pra quem já viu o filme
pelo menos uma vez. Ou seja, não ficarei resumindo
a estória nem contando o perfil psicológico das
personagens. Basicamente falaremos das cores
e algumas de suas relações possíveis num mundo
imáginário. No Brasil é conhecido como
"A Vida Em Preto e Branco" que de certa forma
já prediz que é uma vida pouco interessante..
A primeira cor(objeto) que aparece é uma rosa vermelha¹.
Associada ao amor e a paixão(desejo), ela surge logo
após ao que nos parece um ato sexual. Aos poucos
aparecem os verdes(ligados à jovialidade) e os
amarelos, sempre associados aos objetos e momentos de
prazer e bem-estar. A cor aparece, principalmente
aos jovens, associada ao prazer sensual e logo
também ao conhecimento. Rompe-se em certo ponto
o tradicional e hermético conhecimento do mundo
restrito que viviam os habitantes da cidade.
As relações utópicas de um mundo idealizado vão
aos poucos se transformando em em relações normais.
O mundo "imaginário", virtual se torna o nosso
"real" através de uma série de conflitos.
O primeiro deles é sobre o direito de interferir
no equilíbrio de um lugar onde tudo estava
prédeterminado (o roteiro).
Um dos primeiros livros q aparecem é um livro
de Arte. Parece detalhe a princípio, mas muda
todo o rumo da estória do filme. Fundamental
para a personagem descobrir que seu desejo era
possível de ser realizado.
A descoberta da cor é a perda da ingenuidade puritana
do cotidiano imaginário, moralista e um tanto assexuado.
À medida que Os conflitos aumentam, surgem também
os preconceitos contra as pessoas coloridas. A fúria
do cinza contra os colorido irrompe numa massa
descontrolada. Tal como a Noite dos Cristais²
há uma quebra de vitrine contra aquilo que representava
uma virtual ameaça. Noutro texto li que a situação
também se assemelha ao Cristãos fugindo do Estado Romano.
_ este comportamento tem de parar!!
O aceitável é o "agradável", que assexuado, asseptco e
neutro e morno, muitas vezes nem isso..
Num mundo imaginário, só o que se chama atualmente
"politicamente correto" era os comportamentos
aceitáveis.
1
Rosas Vermelhas
São-lhe atribuídos vários significados; a rosa vermelha
indicando o sangue derramado e as chagas de Cristo,
simboliza, além disso, a taça que recolheu o sangue
sagrado. Devido a essa relação com o sangue de Cristo,
ela é símbolo do Renascimento Místico. Visto ser a rosa,
na Idade Média, um atributo das virgens,
ela é também um símbolo da Virgem Maria.
A rosa vermelha é ainda, de maneira geral, símbolo do amor
divino.
Veja sobre a Noite dos Cristais
http://www.terra.com.br/voltaire/mundo/holocausto.htm
Para saber sobre o filme:
http://www.imdb.com/title/tt0120789/
terça-feira, maio 10, 2005
Percepção 3D, Teoria da
A Adriana falou dos trabalhos apresentados pelo Dudu (ano passado)
- revisão do que está sendo feito
"Tem que ter bem claro o que se pretende com uma proposta/trabalho" (vontade/intenção)
Montar trabalho de justaposição/repetição
justaposição, repetição, justaposição, repetição, justaposição
justaposição, repetição, justaposição, repetição, justaposição
justaposição, repetição, justaposição, repetição, justaposição
1º trabalho:
fazer 10 observações/pontos ou objetos do IA a partir de uma- 10 coisas
perspectiva diferente. Coisas que usualmente "não se vê" ou não se percebe
- "saco"
- material sugerido
- trazer pronto : justaposição, repetição
P/ fazer em aula:
subtração de material, que pode ser : madeira, blocos de isopor, espuma
cimento celular, poliuretano expandido.
* depois descobri que tb tem "espuma" pra arranjo floral
q tem um aspecto áspero e bem fácil de manipular.
[ Na sapataria: xerox "Panorama das Artes Plásticas nos séc. XIX e XX, org Itau Cultura ]
Pesquisar Poliuretano [ ver: Antônio Peticov ] , cera/parafina
********* Trabalho em dupla *********
::: cada dupla deve pesquisar 1 artista escultor¹
::: trabalho com imagens (vídeo, slide, transparência...)
::: história pessoal/obra/técnicas
(para repetição, ver umas peças na Severo Roth)
¹Vasco Prado, no meu caso. A escolha foi pelo fato dele ser contemporâneo e de Porto Alegre,
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Folha Online - Ilustrada - Mictório supera quadro de Picasso como a obra mais importante - 02/12/2004
Folha Online - Ilustrada - Mictório supera quadro de Picasso como a obra mais importante - 02/12/2004: "02/12/2004 - 14h42
Mictório supera quadro de Picasso como a obra mais importante
Publicidade
da Folha Online
Um mictório branco do artista francês Marcel Duchamp foi escolhido como o trabalho de arte moderna mais influente da história, batendo o quadro 'Les Demoiselles d'Avignon', de Pablo Picasso, segundo pesquisa divulgada em Londres."
quarta-feira, dezembro 01, 2004
No Inst. de Artes Visuais - Vinicius e Paulo
Vinícius* e Paulo Gomes conversam sobre
trabalho de pintura (oops, faltou a foto)
no Instituto de Artes.
quinta-feira, novembro 04, 2004
Fundamentos de Desenho
Breve apresentação sobre o livro "Sintaxe da Linguagem Visual", Donis Dondis.
Elementos visuais, composição, sintaxe e etx. Uma passada geral.
Um exercício com muita tensão(estável, estático) e outro com muita tensão visual (visualmente instável , dinâmico).
aviso: avaliação dia 18/20/22 de outubro.
..................................................................................................... !!!
quarta-feira, novembro 03, 2004
Fundamentos de Desenho - apresentação de trabalhos
Eduardo e Rafael apresentaram -> Rafael Sanzio e Frida kahlo
Juliana e Vivian apresentam Michelângelo:
Michelângelo foi um louco de muita sorte, vivendo no Renascimento Italiano (1400/1500), uma grande efervescência cultural. A inovação da Pietá foi uma Maria nova e mais serena. Os estudos e esboços dela são inúmeros e mostram a importância de desenhar, o preparo prévio de um projeto.
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Como fazer Ziraldo ficar chato?
- falar muito e mostrar pouco
- explicar demais o que deve ser lido ou visto.
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3ª apresentação - gravuras de Kathe Kollwitz - gravurista alemão
Desenhos de Van Gogh - Comparações entre os trabalhos e a vida destes.
Discussão entre o valor do trabalho e as atribulações e fatos que os influenciaram,
nestes casos, muito.
Também houve a apresentação de um renascentista (esqueci o nome) e de
Marc Chagall, judeu de origem humilde, sobre sua trajetóira da Russia aos
EUA passando por Paris.
sexta-feira, outubro 22, 2004
Fundamentos do Desenho - Avaliação
:: Terceira Parte :: Avaliação
Comentários e vistas sobre os trabalhos da turma.
Mais e mais idéias e soluções interessantes. Domínio das formas e estilos (traços).
Os desenhos dos objetos, frutas... cansei. Tô podre demais pra escrever.
quinta-feira, outubro 21, 2004
Introdução à Arte - Sobre proj. de Graduação - 21/10/2004
Conversa sobre projeto de graduação, poética visual
O conceito mais difundido de política cultural a entende
e outras manifestações ou tipos de curso. Daí para
falar sobre como preparar-se para o Mestrado e/ou Doutorado.
Tratamos sobre educação básica formal.
Instituições e paradigmas de educação e arte.
Paradigmas e Modelos Educacionais
O que é instituição cultural.
Teixeira Coelho define como: instituição cultural é uma estrutura
relativamente estável, de reprodução, circulação, troca, uso e consumo
de bens culturais. O que temos no Brasil é uma instituição inconsistente
e apática que segue modelo (europeu) do século passado.
Sobre Política Cultural:
como um conjunto de intervenções realizadas pelo Estado, instituições civis,
entidades privadas ou grupos comunitários com o objetivo de satisfazer as
necessidades culturais da população e promover o desenvolvimento de suas
representações simbólicas¹. (¹ cf. Teixeira Coelho, in Dicionário Crítico de Política Cultural)
extraído de: Programas de Governo para Cultura
Discussão acerca de modelos de salões de arte, premiação e paradigmas.
Como organizar, como atuar sem uma política cultural?
É necessários estabelecer (novos?)paradigmas nas instituições.
Rever a questão da Identidade e fugir dos modelos importados.
Questão (importante): O que queremos?
(atuação cultural) como instituição
estabelecer modelo próprio/local
atuar e viver o tempo atual
discutir /debater a arte contemporânea
pesquisar efetivamente a produção atual.
-> são 21 horas!!!
Para uma instituição funcionar deve ter um quadro
funcional de diversas formações para trabalhar a relação
com o público.
Promover o dinamismo de integração. Ter diálogo com a
comunidade, independente da camada social, origem ou renda.
alta, erudita (sofisticada)
Cultura { popular (artesanato, histórica)
massa (meios de comunicação, comercial)
_____________________________________________
quarta-feira, outubro 20, 2004
Fundamentos de Desenho - Avaliação 2ª parte
* Na 1ª parte
Avaliação dos trabalhos da turma em geral.
O processo é bastante interessante. A evolução e a percepção do próprio traço da maneira de criar, e elaborar os desenhos.
Soluções muito boas e criativas. Excelentes composições e algumas bastante inusitadas.
Observação, memórias, imaginação e criatividade buscando o estilo próprio, e de uma identidade ao mesmo tempo que se deve experimentar o desenho.
Várias interpertações, diversas realidades.
Realidade é o que sinto, diz um canceriano(amigo meu).
Sensações diversas a cada folha.
Cada olhar traz uma nova forma ao mesmo deesnho.
Desenhar é mais que forma ou delínea, é mais percepção.
Teoria da Percepção 2D
Estereoscópio
Estereo ----> 2 pontos de vista* definição de estereoscópio, clique aqui.
scopio ----> visão/olhar
Experimentação de antigo aparelho de "estereografia"
exercício: registrar em papel uma vista de um "canto" qualquer da sala, com uma câmera de vídeo. representação do papel como plaono e compor 3 linhas neste é uma apresentação do espaço.
Diferenças entre percepção de volumes, espaços em planificaçãoatravés do vídeo e olhar. Representação e apresentação do tema.
______________________________________________
Neoconcretismo -> marco da História da Arte Brasileira
veja na Enciclopédia de Artes Visuais do Itaú Cultural
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até novembro/dezembro trazer: idéias e propostas para um problema visual - Propor uma solução para resolvê-lo. Sem utilizar figuras ilustrativas deixaram a imagem mais ambígua.
ver: Cortina de Fumaça (filme)
Ítalo Calvino - Seis propostas para o Próximo Milênio ______________________________________________
Fundamentos de Desenho - 25/10/2004
avisos:
17/12/2004 - 2ª avaliação
15/12/2004 - data limite pra entregar trabalho
trabalhamos, no bom sentido, com nanquim e pincel.
vejamos....
segunda-feira, setembro 27, 2004
Teoria da Percepção 2D - sobre a leitura de GOMBRICH
tema: cavalinho de Pau
"imagem de um cavalo"
função:
- bola : caçável
- dedo: sugável
- vara: cavalgável
Chave = fechadura biológica/psicológica
"imagem mínima" = "imagem conceitual" (p/ os franceses)
representa partes privilegiadas ou relevantes.
[ ou ] como: ""imita da forma exterior de um objeto"
"Representação" invocar mediante descrição ou retrato ou imaginação.
- figurar
- simular na mente ou pelos sentidos
- servir de ou ter tido a
aparência de
- estar para
- ser espécime de
- ocupar lugar de
> ser substituto de
* função gera o "substituto.
** abstrair -> separar elementos
Indicação de livros?
A Pintura
textos essenciais
Vol. 3 : A idéia e as partes da pintura
Ed. 34 - Org.: Lichtenstein
Bienal de São Paulo - http://bienalsaopaulo.globo.com/
sexta-feira, setembro 24, 2004
Fundamentos - matei
Hoje não fui, fiquei trabalhando.
Sem paciência e sem disposição pra ir até lá.
O danado é perder o ritmo das aulas.
quinta-feira, setembro 23, 2004
Introdução à Arte
Palestra: Lia Menna BArreto
• Trabalho com bonecas (feitas rapidamente com pano e outros materiais; exposições e "sistemas" (seriam instalações?) e varios tipos de trabalhos feitos a partir de brinquedos,
tecidos e vários objetos industriais. Destaque para o milho, entre outros grãos, germinando sobre o matelassê. Vídeo, vamos ver um ... vídeo-arte.
_____________________________________
Artes está trabalhando a "materialização"
->desmaterialização<- ¡No hay banda! Fazer arte:
sistemas
processos
pesquisas
trajetória
acaso
produto+da+arte
O que ficará mais adiante?
Produção contemporânea, do tempo presente,
tem uma relação bem diverso com o público.
O que modifica, a relação,o entendimento e o diálogo com a arte contemporânea
são vários fatores:
(desconhecimento, deslocamento da linguagem)
Valoriza-se a linguagem, comunicar por qualquer meio levando à desmaterialização e do abandono dos movimentos artísticos (do séc. XIX/XX).
Há rompimentos com os meios, suportes, técnicas e gêneros artísticos.
A Arte contemporânea se apropria de tudo que existe ou mesmo que é virtual.
Slides, obras de artes:
- Máscara africana, na Europa do final do séc. XIX causa reflexos e novos parâmetros.
- Duchamp - Roda de Bicicleta -> Total rompimento com a arte vigente no começo do séc.XX.
- A fusão de 2 objetos industriais para um terceiro objeto, considerado de arte agora.
- Duchamp - "O grande vidro"
- Valdemar Cordeiro - Colagem construtivista (br)
- Joseph Kosuth - 1 e 3 cadeiras*, a partir da idéia de Platão, há uma única cadeira real que é a existente no mundo das idéias.
Joseph Kosuth, One and Three Chairs, 1965.
Folding wooden chair, photograph, enlarged dictionary definition. - Santa Ceia, releitura de -
- Desenho feito com fita isolante: destacar o fazer artístico, material, suporte, efemeridade
- O Zig-Zag, Marcos Coimbra (Belo Horizonte, MG)
- jacq Lerner - Sacolas de Museu
- Frans Krajberg - Brasil » Madeira restante de queimada ; tunga, BR
- Foto manipulada e várias outra obras...entre as quais: Rodele Coste(de Caxias do Sul) e Marcelo Pilenghi
* idéia; simulacro do: objeto, linguagem, realidade.
** qualquer referencia online é bemvinda, mandem.
quarta-feira, setembro 22, 2004
Fundamentos do Desenho
Sobre os trabalhos da aula passada - que não vim .
Mais divagações sober meros exercícios de alunos.
• Van Gogh está em voga •
Nu sentado, 1907 - George Braque
exercício 01
- tentar reproduzir a obra de um pintor.
exercício 02
- reproduzir detalhe ampliado
quinta-feira, setembro 16, 2004
Introdução à Arte - Britto Velho, Produção Artística - 16/09/2004
Como avaliar/analisar a produção artística:
análise
- Objetivo - O que vejo?
- Subjetiva - títulos, tema
- Formal - forma do trabalho, o nome da escola, modo de pintar
- linha
- forma
- cor
- volume (luz/sombra)
- textura
• Aos alunos de Introdução à Arte sobre suas técnicas , formação autodidata e
experiências de pintura.
Da infância, brincando com tintas óleo à atividade de açougueiro, tentativas
de estudar arquitetura e de estudar em ateliês.
Detalhes sobre a intensa pesquisa/procura pelas cores e das referências sobre
o tema cotidiano, figuras humanas), utiliza váriascamadas sobrepostas de cor,
contornos definidos.
O mercado abre-se ao poucos, a partir das mostras em galeria.
A vanguarda está no poder institucional, arte conceitual domina as
Bienais mundo afora. O discurso é bastante parcial, sobrevaloriza
interesses de um artista e não da classe ou do movimento de arte.
A morte da pintura e outras baboseiras do "mundo da arte".
[ importante: domínio das formas realistas]
Há atualmente três tipos de produção artística
I) Arte Contemporânea II) Arte Moderna III) Arte Acadêmica
I - Acadêmica que segue a "Escola de Arte" do séc. XIX
II - Moderna que segue as vanguardas do séc. XX(até 50)
III - Contemporânea, onde não há cânones, modelos ou escolas, usam
tudo do cotidiano para sua produção, como linguagem e reflexão.
Entra aí a Arte Conceitual, que permite uso de qualquer suporte (físico/eletrônico).
* mediação -> obra/leitor
** arte, até o séc. XIX era de representação( mímesis ) da realidade.
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Discursos de Arte
4) Tipos de discurso
A relação do público à produção contemporânea é variada :
aceitar/gostar, rejeição ou condenação;
Para compreender a produção de arte: conhecimento de História da Arte
ter campo alargado (horizonte amplo), não ter idéia pré-concebida,
mediação da obra/público; afastar a idéia "tradicional" das artes plásticas.
Museus Pop :: para a grande massa da população
Exposição é um ritual, um processo (planejado pela museografia)
onde a visão e a leitura são importantes para entendimento.
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quarta-feira, setembro 15, 2004
Fundamentos do Desenho - exercícios
Discussão sobre trabalho, feitos em aula.
I - O segundo exercício do dia 13 era em dupla e pra compor um desenho com 2 diferentes objetos. Minha colega Noêlia e eu fizemos um papel com um pena vermelha. Eu chamei de Papel Tupinambá.
II - O pessoal (uma boa parte) usa muito algumas expressões relativas à história da arte sem tê-la estudado. A necessidade de justificar os exercícios força a surgir um "discurso" impreciso.
Deviam, os alunos, de fundamentos aprender, com exercícios mais básicos, tipos de linhas, observar mais a forma e deixar a imaginação e texturas para um segundo momento.
Especulação demais pra cada trabalho.
III - Mais e mais especulação sobre a função da arte e das representações.
Pinturas rupestres no slide, começando por "lascô": Lascaux (imagens)
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Pablo Picasso - The tragedy (mendigos à beira-mar) , National Gallery
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Paul Klee - 1921 - Composition with Red, Yellow and Blue
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Salvador Dali, Persistência da Memória
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http://www.publispain.com/fridakahlo/imagenes/loquevi1.jpg
(Lo que vi en el agua o Lo que el agua me dio, 1938 ) *
*coloquei o título original, em espanhol e um novo link.
Kahlo, Frida - What the Water Gave Me, 1938
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Van Gogh, Girassóis
ver também: http://www.vangoghgallery.com/
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segunda-feira, setembro 13, 2004
Fundamentos do Desenho - exercícios
Xerox » a partir desta semana, ne sei/lembro o que é.
Nada a declarar, exercício sobre texturas: representar
as texturas de vários objetos.
Não gosto disso, como representar uma textura
de papel sobre papel, usando apenas grafite? e
objetos plásticos?
Teoria da Percepção 2D - Perspectiva
Visão / proximidade, distância, Gestalt
tipos de perspectiva:
- linear
- isométrica
- aérea
- cavalera
Percepção: Visual / Espacial / Tátil
ver filme: Moça de Brinco de Pérola
ref.: GOMBRICH, E.H. - Meditações Sobre um Cavalinho de Pau e Outros Ensaios sobre a Teoria
"Leave all love and(não me lembro donde copiei...)
hope behind out
of sight is out of mind"
quinta-feira, setembro 09, 2004
Introdução à Arte - História, Crítica, Teoria 1, Teoria2 e Poética
» iconicidade dos textos
» Poeta : Érico Santos
» Artes Visuais podem ser uma arte do espaço(pintura) ou do tempo (cinema).
Quadro Comparativo das disciplinas teóricas do Campo Artístico
História Crítica Teoria 1 Teoria 2 Poética (em breve)
Atualmente está se olhando muito e vendo pouco.
Roteiro, para o trabalho de graduação
1 - título do projeto
2 - delimitação
3 - problemas (abordagem, como resolver)
4 - referências teóricas
5 - referências práticas ( artistas e obras q ajudaram no processo do rabalho artístico)
6 - expectativas
7 - metodologia
8 - processo de trabalho / reprodução
(diário: escrever pequenos txts a partir de temas mínimos)
9 - resultados
segunda-feira, setembro 06, 2004
Teoria da Percepção 2D - Estética x Poética
Estética
- filosofia da Arte
- público e à fruição da obra
- obra proposta
- qualquer material menos os tradicionais (técnica)
- justaposição, justapor/encaixar
Poética - do grego, poyesis
- filosofia da criação
- momento da instauração da obra
- ARTISTA tem seus diários/esboços
- Marcel Duchamp
Obra
- museologia
- cenografia
- historiografia
:: A questão é articular um significado ::
Para ver mais:
Introdução à Perspectiva
quinta-feira, setembro 02, 2004
Introdução à Arte
24/08/2004 - Prof. Paulo Gomes
Conteúdo
1. Contexto do fenômeno artístico
2. Conceito de Arte: Arte e criatividade
3. Arte e Sociedade: artista e público
4. Campos da Pesquisa em Artes Visuais: história, teoria, crítica, poética
5. O sistema de Artes: museus e instituições públicas e privadas
Eixo
a.Olhares sobre a história
b.O Valor da Arte
c.Arte e seus públicos
d.Lugares e Práticas
Questionamentos (permanentes) ::::::::::::::::::::::::
Para que Arte?
Quem são os artistas?
O que é Arte?
Que é o sistema de Artes?
A realidade material (física) e a realidade fictícia
(dada pelo artista). A realidade ficcional/fictícia
surge a partir da experiência supramaterial, além
da percepção sentimental.
Sublimar => sublime >< arte !
link: www.artewebbrasil.com.br (textos/artigos)
Introdução à Arte
Num mundo imerso de produtos culturais
cria-se a necessidade de consumir/usufruir
destas manifestações de arte, que leva
à idéia do Belo, do prazer na Arte.
Arte é fruição, prazer como necessidade vital
e fundamental p/ o Ser Humano.
Desde a pré-história os homens fazem
arte das mais diversas formais.
A necessidade do Belo supera a necessidade
da utilidade dos artefactos produzidos
pelo homem desde a antiguidade.
Não há uma explicação somente para
esta busca da beleza do objeto além da
formal funcional.
Ver diferença entre Belo e bonito,
que não são a mesma coisa.
As manifestações artísticas vão se modificando
com o passar do tempo. Das funções religiosas,
científicas e artísticas da pré-história
à civilização grega onde já há o conceito
formalizado de vida e beleza numa sociedade
organizada. Na Idade Média, a idéia de Belo
e Sublime é sacralizada, "separada" e posta
fora do alcance dos homens comuns.
Renascimento, é quando a natureza fornece
a matéria-prima da arte.
Uma linha por si só pode não significar nada.
A significação é dada pela relação entre as
linhas de uma decomposição.
uma obra de arte (filme, livro, escultura...)
tem duas realidades: a física, o suporte e meios;
e a realidade artística: a que existe na relação
entre o espectador/usuário e a obra.


